terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Conto - A personalidade duplicada

Por Jack Fey

Um conto e meu amigo Adão Alves de O. Fh. Confuso e abstrato, mas aí está.

- Está tudo bem - Diz o amigo do outro lado da tela. - Você tem todas as ferramentas para se curar e seguir adiante.
- Mas sou egoísta e todos os meus conceitos, preconceitos e preceitos estão caindo por terra. Eu não poderei dormir esta noite.
- Você anda magro, os pêlos no seu rosto cresceram, você anda diferente. Seu olhar não é mais o mesmo de antes, o que ocorrera com você.
Acanhado, olha para o carpete sujo de plumas e pelos do cãozinho que caminhava ao seu redor durante todo dia. Olhou nos olhos de seu pequeno amigo e acariciou gentilmente sua cabeça.
- A vida moldando mais uma de suas obras caro amigo - disse sem meios termos. - A vida. Mas por hora deixe-me andar por aí e ver o que posso fazer para salvar minha própria alma.
Saiu e foi em direção aos fundos de sua casa. Ascendeu um cigarro mentolado e permaneceu observando a fumaça dançar ao som do vento. Ouvia The Cranberries, mas podia ouvir o som da chuva torencial se aproximar.
Sem emoções por hoje, você pensava em como dizer todas as coisas que estavam entaladas em sua garganta. Gritar para o mundo as verdades sobre o seu caráter, sobre sua dor, mas pena estar sozinho.
- Será sempre o tempo o detentor das respostas, o senhor da vida, o mercenário de meus sonhos? - Desabafou. - O quanto mais eu preciso sangrar para me sentir vivo novamente. Sou eu minha própria ruína? Ela é doce, gentil, e possui um futuro promissor. Eu... Um atoa que não da valor a ela devidamente e vivo pensando na minha solidão, esquecendo-me que ela está lá. Por que fazê-la sangrar dessa maneira?
Mas você não pode conter a ferida que fizera a pouco tempo. Todas as cicatrizs no corpo dela fora você, meu caro, que colocara em sua pele macia.
A fumaça continuava a sair de suas narinas. O cigarro jah estava a meio caminho do fim. Sua boca já estava impregnada com o sabor amargo da nicotina. Mas sua vida superava o amargor de seu paladar.
Mas você possuía algo oculto. Você nem sequer notara isso. Onde estava aquela cura que viera a teu encontro? Aquele símbolo que você insiste em usar sete vezes, pois é seu número de sorte?
Você viaja para longe, paraa o infinito. Você sabe, suas ferramentas pra consertar este momento estão desgastadas e sujas. Não há tempo para se lamentar. Jogue o filtro do cigarro evanescido no seu pote, junte as cinzas que irão te curar, ou te matar.
Toma então seu copo de café, ouvindo a voz doce de Dolores O'Riordan. "Levante cedo e experimente o café"... Era este o nome do disco não era. O café quente em sua mão, outro vício incontrolável. Como você aguenta ser tão imperfeito assim?
- Você não está na minha pele, por isso me julga sem pensar.
É mesmo amigo, sou seu pior pesadelo, seu pior inimigo. Sou sua dor incontrolável, seu álibi quando está errado. Não diga que não me usa. Eu sou você meu caro. Seu lado podre!
- Podre de todo sou feito. Onde sequer existiu algum traço, alguma evidência que apontasse para um possível poder dentro de mim? Para algo bom e duradouro, alguma prova de que existem qualidades dentro deste corpo de carne?
eu não deveria meu caro companheiro. Eu deveria te consumir por inteiro. fazer você definhar em seu leito clamando pela morte, mas, se você se for, eu me tornarei simples lembranças de um nada existente. Se lembre, o símbolo, ela.
- É real? quem não garante que é tudo passageiro? quem não me garante que um dia irá passar e sumir para nunca mais voltar, como eu e você sumiremos algum dia?
O que te importa? Qual o seu medo? Porque pensas no futuro meu caro garoto. Você é tão ingênuo! Para que entender um mundo em que muitas interrogações pairam sobre os céus? É triste tentar lhe passar o controle, mas você rejeita. Seja feliz!
Aprecie cada momento, sem querer entender e sem querer saber até quando vai durar. Aquele símbolo, aquele sorriso devem figurar na sua cabeça. A distância é só uma pequena pedra. Você pode rompê-la se quiser.
Ao fim do café, O'Riordan continua a mostrar sua bela voz aos seus ouvidos. Você acende outro cigarro mentolado e olha diretamente em meus olhos.
- Talvez estejas certo. É melhor tentar e errar, que ver mundo passar e a vida lhe ser tomada pelo maldito tempo. Como o odeio. Mas escute bem trevas de meu coração. Seus dias estão contados, você será apenas uma criança chorando em meio à uma rua deserta e escura dentro de meu coração.
Eu sei. Eu desejei isso por tanto tempo.
Você parece decidido. Seu ânimo se exalta ao lembrar daquele sorriso e daquele cabelo dourado. O símbolo. Você sempre o repete sete vezes... Porque quer sorte nisso?
- Eu não preciso entender pelo que meu coração passa, eu apenas preciso viver aquilo de forma intensa.


No mais é isso pessoal! Palavras de A.A.O.F. Fiquem com um vídeo ao vivo da música Wake up and Smell the Coffee do disco homônimo da banda The Cranberries.




Assim disse Jack Fey...

2 comentários:

Liz disse...

ai que maravilhoso!!!!! Adorei! Pena que o que eu escrevo não seja tão digamos, tocante e profundo!
Parabéns!
E que simbolo de cabelos dourados é esse????

Adão disse...

Bom o símbolo é um símbolo da união entre o rapaz e uma moça, que vc mesmo destacou, possui cabelos dourados!
É um simbolo, um desenho ou uma marca q significa para os dois a msma coissa, que um gosta do outro.
Mas o personagem se encontra em meio a duas pessoas.
porém a primeira está descartada e embora a de cbelos dourados não seja de total presença, mas que para ele a moça é, ele quer viver o momento que vive com ela sem contestar.

é mais ou menos a sinopse do conto
hehehe

obrigado pelos elogios. Com certeza deve escrever melhor que eu!